Caso Isadora: Decisão judicial garantiu seis meses de tratamento a criança de 9 anos de Sidrolândia
Família conquista remédio de alto custo para dermatite grave, mas ainda espera segunda medicação

Arquivo Pessoal

Família conquista remédio de alto custo para dermatite grave, mas ainda espera segunda medicação

Arquivo Pessoal
Dias após a repercussão do caso de Isadora Tybusch de Oliveira, de 9 anos, moradora de Sidrolândia, que enfrenta um quadro grave de dermatite atópica, a família relata que houve avanço no acesso ao tratamento, mas ainda enfrenta dificuldades para obter uma segunda medicação necessária para estabilizar o quadro da menina.
Segundo o pai, Pedro Júnior do Nascimento de Oliveira, uma decisão judicial autorizou o Governo do Estado a custear seis meses da medicação principal, a Dupixent, considerada fundamental para o controle das crises e cuja dose pode ultrapassar R$ 10 mil. A determinação foi expedida por uma juíza do município, que assumiu o processo e garantiu o início do tratamento por meio da rede pública.
“O tratamento dela está sendo pago pelo Governo do Estado junto com a Prefeitura de Sidrolândia. Estamos tendo um respaldo muito bom. Aquela vacina que ela precisava tomar, ela está tomando e eu vou te falar: com a ajuda de Deus, ela melhorou muito, muito mesmo”, afirmou o pai, aliviado.
Apesar da conquista, a batalha não terminou. Pedro relata que Isadora também precisa de outra medicação complementar de custo menor, mas ainda inacessível. A família afirma encontrar resistência para obtê-la e enfrenta entraves burocráticos. “Eles pedem orçamento, mas nenhum laboratório passa orçamento para a gente. Aí estamos assim, travados”, explica.
A situação marca um contraste com o cenário anterior: até poucas semanas atrás, a Dupixent estava totalmente indisponível para a família, que seguia com pedidos emperrados na Justiça, sem resposta da Secretaria Municipal de Saúde, SUS ou plano privado. A menina chegou a ficar meses sem nenhum avanço no tratamento.
Diagnosticada com uma forma severa de dermatite atópica que atinge mais de 70% da pele, Isadora vive praticamente dentro de casa para evitar crises desencadeadas por suor, calor ou exposição ao sol. “Ela vive trancada no quarto, com ar-condicionado. O que mais queremos é que ela tenha uma vida normal”, descreveu Pedro, em entrevista anterior.
Com a nova decisão judicial, parte do caminho foi destravada, mas a família reforça que a continuidade do tratamento depende do acesso à segunda medicação ainda não liberada.
Felipe Arquelho / Top Midia

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Medida foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial