A indústria cinematográfica dos Estados Unidos iniciou a pré-produção de “Dark Horse”, longa de ficção que pretende contar a trajetória política do ex-presidente brasileiro, com foco na eleição de 2018 e no atentado a faca durante a campanha. O lançamento está previsto para 2026, em circuito internacional.
A produção escalou o ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido mundialmente por interpretar Jesus em “A Paixão de Cristo” e por papéis em filmes de temática religiosa e conservadora, para viver o protagonista. O filme será falado em inglês e tem como público-alvo o mercado global.
Na equipe criativa, a direção é do cineasta Cyrus Nowrasteh, profissional com histórico em obras de teor político e religioso. Já o roteiro fica a cargo do deputado e ex-secretário de Cultura Mário Frias, que afirma querer apresentar a jornada de um “azarão” que vence uma disputa presidencial contra o sistema estabelecido.
A sinopse divulgada por veículos especializados indica que “Dark Horse” deve se concentrar na campanha de 2018, no atentado em Juiz de Fora e nos desdobramentos políticos da facada, adotando uma narrativa de tom heroico em relação ao ex-mandatário. A produção também promete abordar a relação do personagem principal com a família e aliados próximos no período em que sua projeção eleitoral cresceu.
Quanto às filmagens, ainda não há cronograma oficial detalhado, mas reportagens apontam locações no Brasil e em outros países das Américas, incluindo Estados Unidos e Argentina, com início previsto para o fim de 2025.
O anúncio do elenco repercutiu imediatamente nas redes sociais. Perfis de apoiadores do ex-presidente celebraram a escolha de Caviezel, enquanto críticos apontaram o risco de uma narrativa “hagiográfica” e lembraram as posições do ator em debates como vacinas e teorias conspiratórias.
Ainda sem trailer nem imagens oficiais, “Dark Horse” já nasce como peça de disputa simbólica sobre a história recente do Brasil. De um lado, seus produtores apresentam o projeto como a história de um candidato improvável que derrota o establishment; de outro, analistas e opositores veem o filme como mais um capítulo da batalha pela memória do período marcado por forte polarização política.