SidroNews
Uniasselvi

Justiça mantém prisão de Frescura e mais dois por corrupção em Sidrolândia

Empresários foram alvos de operação contra ocultação de bens, pouco depois de outra ação contra corrupção

Midiamax
Justiça mantém prisão de Frescura e mais dois por corrupção em Sidrolândia

(Foto: Reprodução, Redes Sociais)

A Justiça manteve a prisão preventiva do empresário Ueverton da Silva Macedo — o “Frescura” — e de outros dois réus que foram presos em fevereiro de 2026 em uma operação contra corrupção em Sidrolândia. Na época, cinco pessoas foram presas.


Essa decisão, publicada na edição desta quarta-feira (16) do Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul, aplica-se ainda aos empresários Gleidson Cabral e Evertom Luscero.

Pelo Código de Processo Penal, a prisão preventiva precisa ser revista a cada três meses. Neste caso, o juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, da Vara Criminal de Sidrolândia, citou trechos da legislação para apontar que ainda havia motivos para manter as prisões, por conta da gravidade do caso.

Nova operação em Sidrolândia mira alvos da Tromper e prende cinco por corrupção

Em 26 de fevereiro de 2026, o Gecoc/MPMS (Grupo Especial de Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou, em Sidrolândia, a Operação Camuflagem, um desdobramento da Tromper, com o objetivo de apurar o crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.

Os promotores do Gecoc e da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia constataram que um dos membros da organização criminosa estaria usando uma rede estruturada de apoio formada por pessoas e empresas para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial.

Essa estrutura incluía o uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de “laranjas” e até do nome de pessoas para fazer pagamentos e movimentações financeiras para o investigado e a família, inclusive durante o período em que esteve preso.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Os alvos foram Ueverton da Silva Macedo (“Frescura”); a esposa dele, Juliana Paula da Silva; a engenheira civil Flaviane Barbosa; e os empresários Evertom Luiz de Souza Luscero e Gleidson Cabral Nobre.

A Operação Camuflagem tem esse nome para remeter à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, usando uma rede de apoio destinada a ocultar as movimentações financeiras.

Construção de casas para lavar dinheiro

Conforme apurado pela investigação, a estrutura envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício de Frescura e de sua família — inclusive enquanto o empresário cumpria medidas cautelares.

Conforme apurado pela reportagem, o empresário compra terrenos para construir imóveis e, depois, vende. Flaviana seria contratada por “Frescura” para assinar os projetos de engenharia.

Tudo isso para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial. A cidade virou centro de escândalos de corrupção nos últimos anos, a partir da deflagração da Operação Tromper, que revelou esquema de desvios milionários em contratos de obras, chefiado pelo então secretário de Fazenda — e genro da ex-prefeita Vanda Camilo — Claudinho Serra.

Compartilhar:

Comentários (0)

Carregando comentários...

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado

* Campos obrigatórios. Seu comentário será moderado antes de ser publicado.

Notícias Relacionadas