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Justiça nega liberdade a ex-presidente do hospital de Sidrolândia

Defesa relatou problemas de saúde; juízo solicitou informações e providências para assegurar tratamento e fornecimento de medicamentos durante a custódia.

Justiça nega liberdade a ex-presidente do hospital de Sidrolândia

Justiça mantém prisão e cobra atendimento médico a investigado na Dirty Pix - Foto - SidroNews

Justiça negou um pedido de liberdade apresentado pela defesa de J.M.B., ex-presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. Ele está preso desde 7 de outubro, quando foi deflagrada a segunda fase da Operação Dirty Pix, que investiga suspeitas de desvio de recursos destinados à unidade.

Conforme informações divulgadas nesta segunda-feira (26), os advogados relataram enfermidades do investigado. Ao manter a prisão, o juízo solicitou informações à unidade responsável pela custódia e determinou providências para garantir atendimento médico e fornecimento dos medicamentos necessários.

Outro pedido de liberdade

Segundo as reportagens consultadas, a defesa também aguarda a análise de outro pedido de liberdade na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), sob relatoria de Alexandre Corrêa Leite.

As publicações não apresentam a íntegra da decisão mais recente nem detalham todos os fundamentos utilizados para negar a soltura.

O que a operação investiga

A segunda fase da Dirty Pix foi conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Gaeco.

Na ocasião, foram expedidos três mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão, com ações em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria.

As apurações começaram a partir de suspeitas envolvendo recursos para aquisição de equipamentos hospitalares, incluindo aparelho de ressonância magnética e autoclave. Posteriormente, alcançaram outros convênios relacionados a materiais, UTI móvel e obras de reforma.

Segundo o MPMS, os recursos dos convênios atingidos pela investigação ultrapassam R$ 18 milhões. Esse montante corresponde aos valores envolvidos nas apurações e não deve ser apresentado, automaticamente, como prejuízo definitivamente comprovado.

Defesa nega irregularidades

Em manifestação anterior, divulgada após a prisão, a defesa afirmou que o investigado estava com a consciência tranquila e colaboraria com as apurações. Os advogados também comunicaram sua renúncia à presidência do hospital.

A manutenção da prisão preventiva não representa condenação. As suspeitas seguem sujeitas à investigação e à análise judicial, com direito de defesa.

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