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Losartana: genérico mais vendido do Brasil revela problema de saúde pública

Losartana vicia? Por quanto tempo pode tomar? Genérico mais vendido do Brasil escancara problema de saúde pública; entenda

Redação
G1
Losartana: genérico mais vendido do Brasil revela problema de saúde pública

Envelhecimento, sedentarismo, metas mais rígidas e um sistema que falha em prevenção explicam parte do avanço da losartana.

A cada manhã, milhões de brasileiros repetem o mesmo gesto: engolem um comprimido de losartana. O ritual, incorporado à rotina de quem convive com pressão alta, ajuda a explicar um fenômeno que se tornou símbolo da saúde no país: o medicamento é hoje o genérico mais vendido do Brasil, à frente até de analgésicos populares como dipirona e nimesulida.

O domínio da losartana nas farmácias não é visto apenas como consequência do envelhecimento da população. Para especialistas em doenças cardiovasculares, os números revelam um país que se move pouco, dorme mal, se alimenta de forma inadequada e, principalmente, chega tarde ao diagnóstico de hipertensão. Em muitos casos, o paciente só descobre o problema após anos de pressão alta silenciosa.

A losartana é indicada para controle da pressão arterial e atua bloqueando a ação de uma substância que provoca a contração dos vasos sanguíneos. Um médico compara o efeito do remédio à ideia de “tampar a caixa de correio para que o carteiro não consiga entregar a carta”. Na prática, isso significa impedir que o receptor AT1 receba o comando químico que faria o vaso se contrair, ajudando assim a reduzir a pressão.

Profissionais de saúde ressaltam que o comprimido diário não deve ser visto como solução isolada. O tratamento adequado da hipertensão passa por mudanças de hábito: redução do consumo de sal, prática regular de atividade física, sono de qualidade e acompanhamento médico periódico. Sem isso, alertam, o país tende a seguir ampliando o contingente de pessoas dependentes de remédio para manter a pressão sob controle.

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