O governo federal recuou da proposta de contratar um empréstimo bilionário para tentar conter o aumento da conta de luz em 2026. A medida era considerada uma forma de evitar que os reajustes fossem repassados diretamente ao consumidor.
O plano previa a liberação de até R$ 7 bilhões para auxiliar distribuidoras de energia, reduzindo o impacto imediato nas tarifas. No entanto, o custo da operação e a necessidade de apoio financeiro fizeram o governo desistir da ideia.
Sem o empréstimo, a equipe econômica passou a buscar alternativas para tentar segurar os preços. Entre as possibilidades estão mudanças nas regras das bandeiras tarifárias e o uso de recursos extras do setor elétrico.
A previsão de aumento médio em torno de 8% na conta de luz em 2026 acende o alerta, já que o índice pode superar a inflação e atingir diretamente o orçamento das famílias.
O cenário ganha peso por ocorrer em ano eleitoral, quando aumentos em serviços essenciais costumam ter forte repercussão e podem gerar desgaste político.
Outro fator de preocupação é o risco de acionamento da bandeira vermelha, que representa cobrança adicional nas contas em períodos de maior custo de geração de energia.
Diante disso, o governo tenta encontrar uma solução que reduza o impacto das tarifas sem ampliar despesas, em um momento sensível tanto para a economia quanto para o cenário político.