A Operação Operação Dirty Pix deflagrada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) (OPERAÇÃO PIX SUJO) em Sidrolândia, apura o desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos destinados ao hospital beneficente da cidade, por meio de transferências via Pix. Segundo o site Campo Grande News, as movimentações financeiras teriam sido feitas diretamente ou por intermédio de terceiros ao presidente da entidade e a vereadores do município.
De acordo com nota do MPMS, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), em apoio à 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, cumpre 18 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia e em Manaus (AM). A investigação mira os crimes de peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Ainda conforme o Ministério Público, os R$ 5,4 milhões foram repassados pelo Estado de Mato Grosso do Sul ao Município de Sidrolândia para a compra de um aparelho de ressonância magnética e de uma autoclave hospitalar. Parte desse valor, porém, teria sido desviada pela administração do hospital, em conluio com a empresa fornecedora sediada em Manaus, que também teria pago vantagens indevidas a parlamentares municipais.
A operação conta com apoio do Ministério Público do Amazonas, onde são cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresa Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos Ltda., responsável pelo fornecimento dos equipamentos. O nome “Dirty Pix” faz referência ao uso ilícito de transferências via Pix para viabilizar o esquema.
Em nota, a Câmara Municipal de Sidrolândia informou que não foi alvo de mandados de busca e apreensão e que, com base em dados preliminares e extraoficiais, a ação não teria relação com a atual legislatura.