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MPMS deflagra segunda fase da Operação Dirty Pix e cumpre 28 mandados em Sidrolândia e outras cidades

Investigação apura supostos desvios de recursos públicos destinados ao Hospital de Sidrolândia; valores relacionados aos convênios ultrapassam R$ 18 milhões.

Redação /Sidronews
MPMS deflagra segunda fase da Operação Dirty Pix e cumpre 28 mandados em Sidrolândia e outras cidades

Foto: Sidronews

A segunda fase da Operação Dirty Pix, deflagrada nesta quarta-feira (7) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, resultou na prisão de três pessoas ligadas à investigação sobre supostos desvios de recursos públicos destinados à saúde em Sidrolândia.

Segundo apuração, foram presos o presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Breure, o ex-assessor e articulador político Júlio César Alves da Silva e a policial civil Cristina Rosa.

A operação é conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria.

Em Sidrolândia, equipes do Gaeco e do Batalhão de Choque da Polícia Militar foram vistas em diversos endereços.

Entre os locais alvo de buscas está o escritório da contadora Rosângela Zanetti Martins Freitas, apontada como gestora de contrato do hospital.

INVESTIGAÇÃO COMEÇOU COM CONVÊNIO PARA EQUIPAMENTOS

A investigação teve início após a identificação de suposto desvio de recursos destinados à compra de um aparelho de ressonância magnética e de uma autoclave hospitalar.

Os recursos eram provenientes de convênio firmado entre o Governo de Mato Grosso do Sul e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.

Na primeira fase, realizada em novembro de 2025, o MPMS informou ter identificado desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos destinados ao hospital.

Segundo o Midiamax, Júlio César Alves da Silva já havia sido alvo da primeira fase e era apontado pelos investigadores como operador do esquema, tendo supostamente recebido cerca de R$ 485 mil.

Com o avanço das investigações, o Ministério Público afirma ter encontrado indícios de que o mesmo método teria sido utilizado em outros convênios.

A apuração passou a alcançar recursos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, compra de uma UTI móvel e execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa.

Somados, os valores dos convênios investigados ultrapassam R$ 18 milhões.

MPMS APONTA SUPERFATURAMENTO E DIRECIONAMENTO

De acordo com o Ministério Público, os investigadores identificaram planos de trabalho que conteriam informações fraudulentas, com indícios de superfaturamento de bens e serviços e direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas ao grupo investigado.

Após a entrada dos recursos nas contas da entidade hospitalar, parte do dinheiro teria sido desviada das finalidades previstas nos convênios.

Segundo o MPMS, os valores eram posteriormente movimentados por meio de sucessivas transferências, envolvendo repasses diretos e indiretos para agentes políticos, articuladores, intermediários e outras pessoas utilizadas nas movimentações financeiras.

INVESTIGAÇÃO TAMBÉM APURA POSSÍVEL OBSTRUÇÃO

O Ministério Público informou ainda que as provas obtidas apontam para suposto uso do poder financeiro do grupo investigado para tentar obstruir as investigações em andamento.

O nome Dirty Pix, que significa “Pix sujo”, faz referência às transferências financeiras que, segundo os investigadores, teriam sido utilizadas para operacionalizar o esquema.

As investigações continuam e os fatos atribuídos aos alvos ainda dependem da conclusão das apurações e da análise da Justiça.

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