A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 7 de abril, a Operação Emagrecimento Seguro, com cumprimento de mandados em Campo Grande dentro de uma ofensiva nacional contra o contrabando e a comercialização irregular de canetas emagrecedoras. A ação tem como foco produtos utilizados originalmente em tratamentos de diabetes e que passaram a ser procurados também para perda de peso.
Na Capital sul-mato-grossense, equipes estiveram em um prédio na Avenida Afonso Pena, onde funcionam clínicas e escritórios, além de um endereço na Rua Professor Luiz Alexandre de Oliveira. Até a publicação da informação, não havia confirmação sobre materiais apreendidos nesses locais.
A ofensiva ocorre em vários estados do país. Ao todo, são 45 mandados de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização espalhadas por Acre, Espírito Santo, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.
Entre os produtos que entraram no radar da operação estão medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, substâncias amplamente associadas ao tratamento da obesidade, além da retatrutida, que ainda não tem autorização para comercialização no Brasil. A fiscalização também alcança estabelecimentos como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas suspeitas de atuar fora da regulação sanitária, com produção, fracionamento ou venda de medicamentos sem registro ou com origem desconhecida.
A reportagem aponta ainda que esta é uma nova etapa de um trabalho que já havia começado em fevereiro deste ano, quando ocorreu a primeira fase da operação. Agora, a nova mobilização amplia o cerco sobre a cadeia de distribuição desses produtos e reforça o alerta para os riscos da circulação de medicamentos sem controle sanitário.
O caso chama atenção pelo avanço do mercado clandestino de substâncias ligadas ao emagrecimento, impulsionado pela alta procura e pela promessa de resultados rápidos. Nesse cenário, a investigação busca identificar responsáveis pela entrada, distribuição e eventual venda irregular desses itens, especialmente quando chegam ao consumidor sem garantia de procedência, armazenamento adequado e autorização dos órgãos competentes. A apreensão desse tipo de produto também pode servir para rastrear a origem do material e o alcance do esquema investigado. Inferência baseada nos alvos e no escopo da operação descritos na reportagem.