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Relatos indicam que motoristas já haviam percebido problemas em ponte que cedeu na MS-455

Moradores e produtores afirmam que a estrutura apresentava estalos e balanços antes do acidente com a carreta de milho

Redação/ Sidronews
Relatos indicam que motoristas já haviam percebido problemas em ponte que cedeu na MS-455

SIDROLANDIA

Um trecho da MS-455 permanece totalmente bloqueado depois que uma ponte de madeira cedeu durante a passagem de uma carreta carregada com milho, na região da Gameleira, em Sidrolândia. O acidente ocorreu na tarde desta segunda-feira, dia 10 de agosto.

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul deverá realizar uma avaliação técnica para verificar a extensão dos danos e definir quais medidas serão necessárias para recuperar ou substituir a estrutura.

Até a atualização das informações, não havia previsão para a liberação do tráfego. O bloqueio atinge uma rota utilizada diariamente por produtores rurais, moradores e caminhoneiros que deixam a região do Capão Seco em direção a Campo Grande.

Carreta ficou parcialmente dentro do rio

A ponte se rompeu quando a carreta atravessava a estrutura. Com a quebra de parte do madeiramento, o veículo tombou e ficou parcialmente dentro do rio.

Parte da carga de milho caiu na água e nas proximidades da ponte. Apesar da gravidade do acidente e dos danos provocados no veículo e na estrutura, ninguém ficou ferido.

Representantes da Secretaria Municipal de Infraestrutura foram enviados ao local para verificar a situação e prestar auxílio ao motorista. A passagem foi interrompida para evitar novos acidentes.

Bloqueio prejudica transporte da safra

A ponte integra um trecho importante para o transporte da produção agrícola. Com a interdição, caminhões carregados com milho e outros produtos rurais ficaram impedidos de seguir pela rota habitual.

O bloqueio ocorre durante o período de movimentação da safra de milho, quando aumenta a circulação de veículos pesados nas estradas rurais e rodovias utilizadas para levar a produção até armazéns, cooperativas e unidades de comercialização.

A interrupção pode obrigar os motoristas a procurar caminhos mais longos, elevando o tempo de viagem e os custos com combustível. Produtores também podem enfrentar dificuldades para retirar os grãos das propriedades enquanto a passagem permanecer fechada.

Motoristas teriam percebido problemas na estrutura

Relatos que circulam entre moradores e produtores indicam que motoristas já haviam percebido estalos e movimentos na ponte antes do acidente. A estrutura balançaria durante a passagem de veículos pesados, gerando preocupação com o risco de queda.

Essas informações deverão ser consideradas durante a avaliação técnica. Ainda não foi divulgado se a ponte passava por inspeções recentes ou se havia alguma restrição para veículos de carga.

A análise da Agesul deverá apontar se será possível realizar um reparo emergencial ou se haverá necessidade de reconstrução completa. O prazo para execução do serviço dependerá das condições encontradas no local e da solução técnica escolhida.

Enquanto a passagem não for recuperada e liberada, motoristas devem evitar o trecho interditado. A circulação nas proximidades da ponte representa risco devido à instabilidade da estrutura, à presença da carreta e aos danos causados pelo acidente.

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