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Renúncia de Peña preocupa MS por impactos na fronteira e na Rota Bioceânica, diz Nelsinho

A preocupação envolve especialmente os brasileiros que empreendem no país vizinho

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Renúncia de Peña preocupa MS por impactos na fronteira e na Rota Bioceânica, diz Nelsinho

Senador Nelsinho Trad. ( Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña acende um alerta em Mato Grosso do Sul pelos possíveis reflexos na economia, nas relações comerciais e nos projetos estratégicos que dependem da integração entre os dois países. A avaliação é do senador Nelsinho Trad (PSD), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, que afirmou que vai buscar informações junto ao Itamaraty e à Embaixada do Paraguai para acompanhar os desdobramentos da crise política.

A renúncia aconteceu nesta quinta-feira (5). Segundo o senador, a preocupação envolve especialmente os brasileiros que vivem, trabalham e empreendem no país vizinho, além dos possíveis impactos sobre os investimentos e as atividades econômicas na região de fronteira.

“Acompanhamos com atenção os acontecimentos no Paraguai e esperamos que as instituições do país encontrem, o mais rapidamente possível, uma solução para essa crise, assegurando a estabilidade política, a continuidade institucional e a segurança da população”, afirmou.

Nelsinho destacou que, segundo estimativas do Itamaraty, cerca de 270 mil brasileiros vivem no Paraguai. Para ele, a dimensão dessa comunidade e os vínculos econômicos e familiares entre os dois países tornam necessário acompanhar de perto a situação.

O senador ressaltou que Mato Grosso do Sul tem uma relação estratégica com o Paraguai por compartilhar uma extensa fronteira e manter projetos de integração em andamento. Entre eles, citou a Rota Bioceânica, considerada fundamental para ampliar as conexões comerciais e logísticas da região.

“Para Mato Grosso do Sul, essa relação tem importância ainda maior. Compartilhamos uma extensa fronteira e temos projetos estratégicos em andamento, como a Rota Bioceânica, que dependem da cooperação e da estabilidade institucional entre nossos países”, declarou.

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