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Sidrolândia chega a 173 casos prováveis de chikungunya enquanto MS soma 30 mortes

Estado chega a 30 óbitos, enquanto Dourados confirma a 18ª vítima e ultrapassa 5,1 mil casos da doença

Redação/ Sidronews
Sidrolândia chega a 173 casos prováveis de chikungunya enquanto MS soma 30 mortes

Sidrolândia acumulava 173 casos prováveis de chikungunya até 27 de junho e estava na faixa de alta incidência. Em Mato Grosso do Sul, o número de mortes chegou a 30 em 5 de agosto de 2026.

Mato Grosso do Sul chegou a 30 mortes provocadas pela chikungunya em 2026. A atualização ocorreu após a confirmação do 18º óbito em Dourados, município que permanece como o principal foco da doença no Estado.

A vítima era uma mulher de 46 anos. Ela começou a apresentar os sintomas no dia 13 de abril e morreu em 8 de julho. A paciente tinha hipertensão arterial e diabetes. Sua identidade foi preservada.

Dourados contabiliza 5.125 casos confirmados de chikungunya. O município concentra sozinho 60% das mortes registradas em território sul-mato-grossense, evidenciando a gravidade da circulação do vírus na região.

Mato Grosso do Sul responde por 60% dos óbitos do país

O cenário estadual também chama atenção quando comparado aos números nacionais. Das 50 mortes confirmadas no Brasil em 2026, 30 ocorreram em Mato Grosso do Sul. Isso significa que o Estado responde por 60% dos óbitos provocados pela doença no país.

Até 1º de agosto, Mato Grosso do Sul acumulava 12.473 casos prováveis. Os dados ainda podem sofrer alterações com a conclusão de investigações e a atualização das informações enviadas pelos municípios.

Antes da confirmação em Dourados, Corumbá havia registrado sua primeira morte por chikungunya no ano, elevando o total estadual para 29. O novo caso douradense fez o número chegar a 30.

Além de Dourados e Corumbá, mortes relacionadas à doença já foram identificadas em municípios como Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã,

Ponta Porã e Nioaque.

Dourados concentra a maior quantidade de vítimas

Dourados atravessa uma situação especialmente preocupante desde o início de 2026. Com 18 mortes confirmadas, a cidade concentra mais da metade dos óbitos de Mato Grosso do Sul.

Os números aumentaram rapidamente ao longo do ano. Em maio, o município contabilizava 13 vítimas e 4.306 casos confirmados. Agora, são 18 mortes e mais de 5,1 mil confirmações.

O avanço da doença atingiu diferentes faixas etárias e comunidades. Entre as vítimas contabilizadas durante o ano estão crianças, adultos e idosos, alguns com doenças preexistentes. A população indígena também foi fortemente afetada pela circulação do vírus na região.

Doença pode deixar dores por meses ou anos

A chikungunya é uma doença viral transmitida principalmente pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue e da zika.

Os sintomas mais comuns são febre de início repentino, dores intensas nas articulações, inchaço, dor muscular, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele, náusea e cansaço.

Uma das principais diferenças em relação à dengue é a intensidade das dores articulares. Em parte dos pacientes, o desconforto pode continuar por meses ou até anos, prejudicando os movimentos e a realização de atividades cotidianas.

Casos graves podem provocar complicações neurológicas, cardíacas, renais e respiratórias, além de exigir internação hospitalar. Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes precisam de acompanhamento especial.

População deve eliminar criadouros

O combate ao mosquito continua sendo a principal forma de prevenção. Recipientes que possam acumular água devem ser eliminados ou mantidos completamente fechados.

Caixas-d’água precisam permanecer tampadas. Calhas devem ser limpas, garrafas guardadas com a boca para baixo e pratos de vasos preenchidos com areia. Pneus, latas, embalagens, piscinas sem manutenção e objetos abandonados no quintal também podem se transformar em criadouros.

Quem apresentar febre, dor intensa nas articulações, manchas pelo corpo ou outros sintomas deve procurar uma unidade de saúde. A automedicação deve ser evitada, principalmente porque os sinais iniciais podem ser confundidos com dengue e outras doenças.

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