Na manhã desta terça-feira (1º) de abril de 2025, uma idosa passou mal na MS-258, na região do Capão Seco, e foi socorrida por populares. O incidente ocorreu logo após o "Cemitério dos Nantes" localizado na área, onde a mulher foi encontrada no solo e em estado de convulsão.
Diante da situação crítica e da distância de aproximadamente 40 km até Sidrolândia, moradores da região rapidamente organizaram o transporte da idosa até o Posto de Saúde Oscalina Nantes.
Uma das testemunhas, moradora local, destacou a dificuldade enfrentada em situações como essa: “Precisamos urgentemente de um veículo de apoio para essas situações. Não podemos depender apenas do SAMU ou dos bombeiros, pois a demora pode custar vidas”.
A equipe do SidroNews apurou que, para a disponibilização de uma ambulância na região, é necessário seguir protocolos específicos. A decisão deve levar em conta dados de emergências, acidentes e atendimentos médicos locais. Além disso, a implantação do serviço depende da elaboração de um plano estratégico, que inclua rotas de atendimento, pontos de apoio e integração com unidades de saúde.
Outro fator essencial é o apoio legislativo. A destinação de uma ambulância para a região precisa ser incluída no orçamento municipal e aprovada pela Câmara de Vereadores.
O serviço também deve estar vinculado à Secretaria de Saúde e atender às normas da ANVISA. Para isso, motoristas precisam ser habilitados com curso específico para condução de veículos de emergência, conforme exige a Resolução 168/2004 do CONTRAN.
Uma ambulância equipada para atuar na área rural deve conter maca fixa, pranchas, cilindro de oxigênio, desfibrilador, kit de primeiros socorros e um sistema de comunicação direta com unidades de saúde. A equipe de atendimento deve contar, pelo menos, com um técnico de enfermagem ou enfermeiro, dependendo do tipo de ambulância.
Além disso, a ambulância tem por obrigatoriedade estar disponível 24 horas por dia, o que significa a necessidade de, no mínimo, três motoristas e três técnicos de enfermagem para garantir a escala de atendimento. Caso isso não ocorra, o serviço estará operando de forma ilegal, e os responsáveis podem responder legalmente pela irregularidade.
O caso desta terça-feira reforça a necessidade de estudos no atendimento de emergências nas áreas rurais de Sidrolândia, garantindo segurança e suporte ágil para os moradores dessas regiões.
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