Publicado em 20/08/2025 às 10:06, Atualizado em 20/08/2025 às 14:15

Réus de esquema de Claudinho Serra terão que devolver R$ 544 mil

Três condenados foram obrigados a ressarcir os cofres públicos; ao todo, penas na 1ª fase da Operação Tromper somam 111 anos de prisão

Redação,
Cb image default
 

Condenados a penas que juntas chegam a 64 anos de prisão, três réus do esquema de corrupção chefiado por Claudinho Serra (PSDB) em Sidrolândia foram sentenciados também a ressarcir os cofres públicos em R$ 544.606,04, conforme decisão judicial referente à primeira fase da Operação Tromper.

De acordo com o juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, os maiores valores recaem sobre dois empresários apontados como principais articuladores da fraude. Ueverton Macedo da Silva, o “Frescura”, e Ricardo José Rocamora Alves deverão devolver R$ 349.953,02 cada, valor correspondente ao dinheiro desviado da administração municipal.

O magistrado destacou que Ueverton era responsável por controlar empresas de fachada, contratadas mediante conluio e práticas ilícitas. Já o ex-servidor público César Augusto dos Santos Bertoldo terá que restituir R$ 26,7 mil. 

Todos os valores serão corrigidos monetariamente, e a decisão ainda cabe recurso.

Penas ultrapassam 111 anos de prisão

Ao todo, sete réus foram condenados neste processo ligado à primeira etapa da operação, deflagrada em 2023 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), ambos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

As penas aplicadas somam 111 anos e 11 meses de prisão por crimes como corrupção, peculato, fraude em licitações e organização criminosa. Confira:

Ueverton Macedo da Silva (“Frescura”) – 37 anos, 10 meses e 8 dias;

Ricardo José Rocamora Alves – 28 anos, 3 meses e 20 dias;

Roberto da Conceição Valençuela – 11 anos e 6 meses;

Odinei Romero de Oliveira – 4 anos, 9 meses e 18 dias;

Everton Luiz de Souza Luscero – 15 anos e 9 meses;

Flávio Trajano Aquino dos Santos (servidor público) – 8 anos e 4 meses;

César Augusto dos Santos Bertoldo (servidor público) – 5 anos, 6 meses e 20 dias.

Claudinho Serra segue preso

Atualmente, Claudinho permanece encarcerado por decisão da 2ª Câmara Criminal do TJMS, que negou pedido de habeas corpus. Os desembargadores consideraram que nem tornozeleira eletrônica seria suficiente para impedir o político de continuar os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As investigações revelaram que Serra chegou a utilizar familiares para receber propinas. Tanto o pai quanto a esposa do ex-vereador se tornaram réus na 4ª fase da Operação Tromper.

Na mesma decisão, o Tribunal também manteve presos o ex-assessor Carmo Name Júnior e o empreiteiro Cleiton Nonato Correia, dono da GC Obras.