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Santa Casa segue em colapso enquanto MPMS arrasta inquérito há dois anos

Hospital enfrenta superlotação, falta de insumos e atrasos salariais sem solução concreta

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Foto SidroNews

A crise na Santa Casa de Campo Grande persiste sem avanços enquanto o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) arrasta há dois anos um inquérito que deveria solucionar os problemas estruturais e financeiros do hospital. Recentemente, uma nova tentativa de mediação entre a instituição e a prefeitura terminou sem qualquer resolução.

O hospital enfrenta superlotação, escassez de itens básicos e atrasos salariais de funcionários, enquanto o MPMS acumula mais de 10 procedimentos sobre a situação sem apresentar uma resposta concreta. Na última semana, um novo procedimento foi instaurado para acompanhar a formalização de convênios entre a Santa Casa, o município e o governo do Estado.

A instituição reclama de um déficit mensal de R$ 1 milhão e pede um reajuste no contrato com a prefeitura, que não sofre alteração desde 2022. O município, por sua vez, não demonstra intenção de renegociar e pediu a prorrogação do atual contrato por mais um mês.

Mesmo com uma decisão judicial garantindo um crédito reajustado de R$ 46 milhões para o hospital, a prefeitura segue recorrendo, dificultando ainda mais a administração da unidade de saúde. A Santa Casa também confirmou atrasos de três meses nos salários dos médicos e cinco meses nos pagamentos a fornecedores.

Atualmente, a prefeitura repassa R$ 32 milhões mensais ao hospital, que luta por um aumento para R$ 45 milhões. O governo do Estado anunciou o envio de R$ 25 milhões em três parcelas de R$ 8,3 milhões, com a primeira prevista para 20 de abril, em resposta ao pedido do CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de MS) para interromper o envio de pacientes ao hospital.

A Santa Casa atende pacientes de todas as 79 cidades do Estado e sua crise financeira foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa e alvo de ações judiciais. Apesar disso, o MPMS apenas desmembrou o inquérito e segue aguardando uma resposta da prefeitura sobre um possível reajuste contratual.

Enquanto a direção do hospital tenta buscar alternativas com o município, a população continua enfrentando um cenário crítico de atendimento. O MPMS e a prefeitura foram procurados para comentar sobre o inquérito e o contrato, mas não responderam até o fechamento desta matéria. A Santa Casa também não se manifestou.

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