Governo pede cautela às partes
Durante a negociação, o ministro fez um apelo tanto às lideranças indígenas quanto aos produtores rurais para que evitem qualquer tipo de confronto e aguardem a condução institucional do caso.
Além disso, o Ministério dos Povos Indígenas informou que servidores da Funai verificam relatos sobre o desaparecimento de máquinas e equipamentos durante a ocupação, para que os fatos sejam esclarecidos e, se necessário, os bens sejam devolvidos aos proprietários.
Apesar da desocupação da sede da fazenda, equipes da Polícia Militar continuam mobilizadas na região. Segundo a corporação, foram registrados danos em maquinários agrícolas, focos de incêndio, derrubada de árvores utilizadas como barricadas e denúncias de furto de insumos durante a ocupação.
O policiamento permanece reforçado nas proximidades das fazendas São Sebastião e Água Clara para garantir a segurança, preservar a ordem pública e auxiliar nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Impasse continua
Embora a saída dos indígenas da sede da propriedade tenha reduzido a tensão no local, o conflito fundiário permanece sem solução definitiva. A Terra Indígena Buriti, reivindicada pelos Terena, possui cerca de 17,2 mil hectares e seu processo de demarcação está paralisado há mais de uma década.
O Governo Federal informou que pretende dar continuidade às negociações e buscar uma solução institucional para evitar que novos episódios de conflito ocorram na região