SidroNews
Uniasselvi

Após mediação da Funai, indígenas deixam sede de fazenda ocupada em Sidrolândia; governo reforça negociação

Lideranças Terena deixaram a propriedade após diálogo conduzido pela Funai e pelo Ministério dos Povos Indígenas; objetivo agora é evitar novos confrontos enquanto seguem as negociações sobre a Terra Indígena Buriti.

Redação
Após mediação da Funai, indígenas deixam sede de fazenda ocupada em Sidrolândia; governo reforça negociação

Ministro dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy Amado

Os indígenas Terena que ocupavam a sede da Fazenda São Sebastião, na região da Terra Indígena Buriti, em Sidrolândia, deixaram a propriedade neste domingo (14), após uma negociação conduzida pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e pelo Ministério dos Povos Indígenas. A desocupação ocorreu como resultado de um processo de diálogo entre representantes do Governo Federal, lideranças indígenas e órgãos de segurança, com o objetivo de reduzir as tensões na região e evitar novos confrontos. A informação foi confirmada pelo ministro dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy Amado, que destacou a importância da mediação e afirmou que as negociações terão continuidade em busca de uma solução para o impasse envolvendo a demarcação da Terra Indígena Buriti.

Segundo o ministro, desde o início da mobilização o Governo Federal acompanha a situação em conjunto com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul. A prioridade, neste momento, é evitar o agravamento do conflito e manter o diálogo entre indígenas e produtores rurais.

De acordo com Eloy, as lideranças indígenas foram orientadas a deixar a sede da fazenda e aguardar o avanço das tratativas relacionadas ao processo de demarcação da Terra Indígena Buriti, reivindicação que se arrasta desde 2013. O ministro também informou que a Funai permanece na região acompanhando a situação e mediando as conversas entre as partes.

Imagem

Governo pede cautela às partes

Durante a negociação, o ministro fez um apelo tanto às lideranças indígenas quanto aos produtores rurais para que evitem qualquer tipo de confronto e aguardem a condução institucional do caso.

Além disso, o Ministério dos Povos Indígenas informou que servidores da Funai verificam relatos sobre o desaparecimento de máquinas e equipamentos durante a ocupação, para que os fatos sejam esclarecidos e, se necessário, os bens sejam devolvidos aos proprietários.

Apesar da desocupação da sede da fazenda, equipes da Polícia Militar continuam mobilizadas na região. Segundo a corporação, foram registrados danos em maquinários agrícolas, focos de incêndio, derrubada de árvores utilizadas como barricadas e denúncias de furto de insumos durante a ocupação.

O policiamento permanece reforçado nas proximidades das fazendas São Sebastião e Água Clara para garantir a segurança, preservar a ordem pública e auxiliar nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Impasse continua

Embora a saída dos indígenas da sede da propriedade tenha reduzido a tensão no local, o conflito fundiário permanece sem solução definitiva. A Terra Indígena Buriti, reivindicada pelos Terena, possui cerca de 17,2 mil hectares e seu processo de demarcação está paralisado há mais de uma década.

O Governo Federal informou que pretende dar continuidade às negociações e buscar uma solução institucional para evitar que novos episódios de conflito ocorram na região

Compartilhar:

Comentários (0)

Carregando comentários...

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado

* Campos obrigatórios. Seu comentário será moderado antes de ser publicado.

Notícias Relacionadas