Durante a Operação Falcão I-2026, uma equipe do Batalhão Rural foi acionada após denúncia feita via WhatsApp informando que um homem estaria efetuando disparos de arma de fogo no interior de uma propriedade rural, na companhia de um adolescente de 13 anos.
A denunciante relatou que o morador, conhecido como “Paraguai”, estaria residindo no lote há cerca de três meses e meio e que, aproximadamente dez dias antes, teria ouvido disparos. Em uma das ocasiões, afirmou tê-lo visto com uma arma em mãos.
A guarnição foi até o endereço indicado e foi recebida pelo morador, de nacionalidade argentina, que afirmou viver no Brasil há cerca de nove anos. Ele negou possuir arma ilegal e também negou ter realizado disparos, dizendo que apenas teria soltado bombinhas no quintal da residência.
Ao ser informado de que um vizinho relatou tê-lo visto armado, o morador apresentou espontaneamente uma espingarda calibre 28 com uma munição, indicando que seria a arma mencionada.
Um vizinho compareceu ao local e relatou que têm ocorrido furtos em chácaras da região, inclusive tentativa de invasão na propriedade onde o suspeito reside. Ele afirmou ainda que a arma teria sido deixada no local por uma pessoa que não soube identificar.
O morador reiterou que não efetuou disparos recentes e voltou a afirmar que apenas soltou bombinhas dias antes da denúncia. No local também estava o adolescente citado, que ficou sob responsabilidade de um adulto da comunidade.
Segundo a equipe policial, o homem colaborou durante toda a abordagem, não apresentou resistência e foi conduzido sem necessidade do uso de algemas, o homem de 21 anos foi prreso em flagrante ficando a disposição do poder judiciario.
A apreensão ocorre em um momento de preocupação entre moradores da região de todo o Assentamento Eldorado em Sidrolândia, que relatam aumento de furtos e circulação de indivíduos com antecedentes graves, incluindo condenações por estupro, homicídios, transporte ilícito e tráfico de drogas. Diante desse cenário, parte da comunidade aponta que a presença de arma na propriedade pode estar relacionada à tentativa de proteção diante da insegurança na região