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Campo Grande: estudantes investigados por criar nudes falsos com IA e comercializá-los

Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude apura casos de deepfakes de adolescentes vendidos dentro da escola.

Redação
Sidronews
Campo Grande: estudantes investigados por criar nudes falsos com IA e comercializá-los

O caso veio à tona após uma mãe tomar conhecimento da venda do material e acionar a direção da escola

Polícia apura a criação e comercialização de imagens íntimas falsas de adolescentes geradas por inteligência artificial dentro de uma escola particular em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Alunos modificaram fotos de colegas — colocando rostos de estudantes em nudes por meio de ferramentas de IA — e as ofereceram a outros estudantes por valores de até R$ 50, conforme apurado em reportagens da imprensa local.

O caso veio à tona após uma mãe tomar conhecimento da venda do material e acionar a direção da escola, que repassou as informações à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij). A delegada responsável, Daniela Kades, informou que até o momento três denúncias foram formalizadas junto à polícia e que a investigação busca identificar todos os envolvidos — desde a criação das imagens até sua distribuição e comercialização.

Segundo as apurações, o uso de inteligência artificial para criar “nudes” falsos caracteriza deepfake, tecnologia que combina ou substitui partes de imagens e pode colocar pessoas em situações que nunca ocorreram. A técnica tem sido associada a ataques de cyberbullying e exploração online, especialmente entre jovens, e preocupa especialistas em proteção digital e segurança de menores.

A investigação considera que a criação, distribuição, armazenamento ou venda desses conteúdos no ambiente escolar pode resultar em medidas legais para os envolvidos. Em casos com adolescentes, a conduta é tratada como ato infracional, e os responsáveis podem responder de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As penas previstas podem alcançar até três anos, e a polícia orienta pais e responsáveis a preservar provas como prints e mensagens para auxiliar na apuração.

O episódio destaca um contexto mais amplo de riscos relacionados ao uso inadequado de tecnologia por jovens, incluindo a produção de material sexual falso, e a necessidade de políticas educativas e mecanismos de proteção digital nas escolas

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