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Em Jardim, criminosos usam fraude eletrônica e boletos falsos para enganar moradores

Criminosos se passaram por advogado via WhatsApp e inseriram cobranças indevidas em sistema bancário para subtrair dinheiro de vítimas

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Em Jardim, criminosos usam fraude eletrônica e boletos falsos para enganar moradores

JARDIM

A cidade de Jardim registrou dois casos graves de estelionato eletrônico nesta quinta-feira (16), evidenciando a ousadia de golpistas que utilizam tecnologia e engenharia social para lesar cidadãos e empresas. Em ambos os episódios, as vítimas buscaram a polícia após perceberem prejuízos financeiros que, somados, ultrapassam os R$ 3,8 mil.

O golpe do "processo ganho"

No primeiro caso, uma moradora foi alvo de uma abordagem via WhatsApp. O golpista, utilizando a identidade do advogado da vítima, enviou mensagens afirmando que o juiz teria analisado uma causa de seu interesse e decretado vitória judicial. O criminoso alegou que havia valores depositados aguardando liberação e solicitou dados bancários.

Acreditando na informação, a mulher chegou a participar de uma chamada de vídeo e clicou em links enviados pelo suposto profissional. A fraude só foi interrompida quando o genro da vítima chegou à residência e, desconfiado, ligou para o escritório verdadeiro do advogado. Ao conferir a conta bancária, a vítima constatou que já havia sido realizada uma transferência via PIX no valor de R$ 2.500,00.

Fraude no sistema de pagamentos de empresa

O segundo caso envolveu a sócia-proprietária de uma empresa local. Ao gerenciar as contas da empresa pelo sistema DDA (Débito Direto Autorizado) do Banco do Brasil, ela percebeu que um boleto desconhecido, no valor de R$ 1.343,37, havia sido inserido entre as programações legítimas de pagamento.

O título, emitido em nome de uma loja virtual, foi pago automaticamente junto com os demais compromissos da empresa. A empresária questionou a segurança da instituição bancária em permitir que cobranças não autorizadas apareçam no sistema de faturamento de correntistas.

As vítimas procuraram a unidade policial para registrar as ocorrências, visando resguardar seus direitos e buscar o ressarcimento dos valores por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED) e outras providências bancárias. A polícia alerta para que correntistas e empresários redobrem a atenção ao autorizar pagamentos e desconfiem de mensagens urgentes sobre processos judiciais.

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