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Em Sidrolândia, ex-secretário e "Frescura" viram réus por esquema de corrupção

Justiça aceita denúncia por improbidade contra grupo ligado a esquema em Sidrolândia

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Em Sidrolândia, ex-secretário e "Frescura" viram réus por esquema de corrupção

Grupo é acusado de integrar esquema com desvio milionário e favorecimento em licitações - Foto Divulgação

A Justiça aceitou uma nova denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) envolvendo um esquema de corrupção na prefeitura de Sidrolândia. Entre os principais nomes denunciados por improbidade administrativa e crimes correlatos estão o ex-secretário municipal de Fazenda Claudinho Serra e o empresário Ueverton Macedo, popularmente conhecido pelo apelido de "Frescura". Além deles, outros quatro indivíduos foram incluídos na peça acusatória que detalha a atuação de uma suposta organização criminosa no município. São eles:

Carmo Name Junior — assessor do gabinete de Claudinho Serra

  • Marcus Vinicius Rossetini Costa — ex-chefe de licitações de Sidrolândia

  • Ueverton da Silva Macedo — empresário conhecido como ‘Frescura’

  • Ricardo Rocamora — empresário

  • Jaqueline Mendonça Leiria — empresária e funcionária da família Serra

As investigações, conduzidas no âmbito da Operação Tromper pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), apontam que o grupo operava desde 2017. O esquema consistia em fraudar processos licitatórios e superfaturar contratos com a administração municipal para o desvio de dinheiro público.

Estima-se que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 20 milhões de forma irregular.

De acordo com o Ministério Público, a organização demonstrava "gana e voracidade" na obtenção de lucros ilícitos, utilizando-se de empresas de fachada e laranjas para ocultar o rastro dos valores desviados. A denúncia detalha crimes de associação criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, além de fraude em licitações.

Mesmo após as primeiras fases da operação, a justiça observou que o grupo continuava a articular formas de manter o esquema ativo, o que motivou novos mandados de busca, apreensão e prisões em fases subsequentes. Agora, os denunciados responderão ao processo na condição de réus, enfrentando as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, que podem incluir o bloqueio de bens, a perda de funções públicas e a obrigação de ressarcimento ao erário.

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