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Enfermeira deixa cargo após mais de 30 anos e faz desabafo público contra acusações

Profissional cita ataques injustos, defende trajetória e contesta fala feita na Câmara

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Enfermeira deixa cargo após mais de 30 anos e faz desabafo público contra acusações

E.S.F do Distrito do Quebra Coco - Foto Arquivo / SidroNews

A saída de uma enfermeira com mais de 30 anos de atuação na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Quebra Coco ganhou repercussão após a profissional tornar pública uma carta de despedida marcada por críticas e defesa de sua trajetória.

Na publicação, ela afirma que sua saída não ocorreu por vontade própria, mas diante de um cenário que considera incompatível com princípios básicos de respeito e justiça. No texto, também faz duras críticas à postura de agentes políticos, citando o uso de discursos que, segundo ela, distorcem fatos e atingem profissionais de forma injusta.

A manifestação ocorre após um vereador declarar na tribuna da Câmara Municipal que um paciente teria perdido a perna em decorrência de falhas no atendimento, associando o caso à atuação da enfermeira.

Sem citar nomes diretamente, a profissional classificou esse tipo de conduta como irresponsável, afirmando que acusações foram feitas sem conhecimento real dos fatos e sem acesso a informações essenciais, como os prontuários, que são protegidos por lei.

Ao longo da nota, a enfermeira também destacou sua trajetória iniciada em 1991, quando começou como auxiliar de enfermagem na própria unidade. Com o passar dos anos, avançou na formação até se tornar enfermeira graduada, acumulando mais de três décadas de trabalho contínuo pautado, segundo ela, pela ética, responsabilidade e respeito à comunidade.

Ela ainda ressaltou o vínculo construído com os pacientes, afirmando que sua atuação sempre esteve baseada no acolhimento e no compromisso com a saúde pública de qualidade.

Sobre o caso citado na Câmara, relatos de testemunhas apontam uma versão diferente da apresentada na tribuna. Segundo essas informações, o agravamento do quadro do paciente estaria relacionado à ausência frequente nas datas previstas para realização dos curativos.

Mesmo diante das faltas, a equipe de saúde teria adotado medidas para manter o acompanhamento, incluindo visitas domiciliares realizadas pela própria enfermeira e por uma técnica de enfermagem.

Na parte final da publicação, a profissional afirma que deixa o cargo com a “história intacta”, destacando que sai com a consciência tranquila e com o respeito da comunidade onde atuou por mais de 30 anos.

O episódio evidencia um cenário de tensão entre declarações políticas e a atuação de profissionais da saúde, levantando questionamentos sobre os limites do discurso público e seus impactos na vida funcional de servidores.

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