O debate sobre o fim da escala 6x1, em que o empregado trabalha seis dias e folga um, envolve também possíveis efeitos para os consumidores. Segundo reportagem da Gazeta do Povo, entidades empresariais e economistas avaliam que a mudança pode provocar reajustes e alterações no atendimento.
A proposta abordada prevê reduzir gradualmente a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem diminuir os salários. Com isso, o custo da hora trabalhada subiria 10%.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o repasse aos preços poderia chegar a 13%. Já a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) projeta reajustes entre 7% e 8% nos cardápios.
Empresas também poderiam reorganizar equipes, contratar funcionários ou restringir horários de funcionamento. As projeções citadas apontam ainda riscos de redução de vagas e crescimento da informalidade.
Esses resultados são estimativas, não consequências garantidas. Os efeitos dependeriam das regras adotadas e da capacidade de adaptação de cada setor.