A prefeitura de Coronel Sapucaia voltou a ser alvo de uma nova ofensiva do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga um esquema de fraudes em licitações públicas no município.
A ação é desdobramento de apurações já em andamento e mira um grupo suspeito de manipular processos licitatórios para garantir contratos com o poder público. A suspeita é de que empresas ligadas entre si participavam dos certames apenas para simular concorrência, favorecendo previamente as vencedoras.
As investigações apontam que o esquema pode ter envolvido contratos milionários, inclusive ligados a obras públicas, com indícios de irregularidades como direcionamento de editais e uso de empresas sem estrutura real para executar os serviços. Em casos anteriores, uma das empresas investigadas sequer possuía sede, funcionários ou patrimônio, mesmo assim foi contratada para obra de grande porte.
O município já havia sido alvo da chamada “Operação Pretense”, que identificou indícios de fraude em licitações e contratos firmados com um núcleo empresarial local. Segundo as apurações, o grupo atuava de forma organizada para garantir vantagens indevidas e desviar recursos públicos.
Com a nova fase, o objetivo é aprofundar a coleta de provas e ampliar o alcance das investigações sobre o funcionamento do esquema, incluindo a possível participação de agentes públicos e empresários.
O caso segue em andamento e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.