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Gilmar Mendes e filho ampliam influência na CBF após eliminação do Brasil na Copa

Reportagem aponta fortalecimento do grupo ligado ao ministro do STF dentro da Confederação Brasileira de Futebol.

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Gilmar Mendes e filho ampliam influência na CBF após eliminação do Brasil na Copa

COPA DO MUNDO 2026

A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 voltou a colocar em evidência os bastidores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Reportagem publicada pelo Diário de Cuiabá afirma que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e seu filho, Francisco Mendes, ampliaram sua influência dentro da entidade em meio ao momento de crise vivido pelo futebol brasileiro.

Segundo a publicação, Francisco Mendes passou a exercer papel cada vez mais relevante nas articulações políticas da CBF. Embora não ocupe um cargo estatutário de direção na confederação, ele é diretor-geral do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol e integra a Comissão Disciplinar da FIFA. Também participa da gestão da CBF Academy por meio da parceria entre o IDP e a confederação.

A reportagem destaca que pessoas ligadas ao chamado "grupo de Brasília" ganharam espaço em áreas estratégicas da CBF, enquanto Francisco Mendes passou a participar de negociações, eventos internacionais e articulações com dirigentes estaduais, aumentando seu protagonismo nos bastidores da entidade.

A relação entre Gilmar Mendes e a CBF já vinha sendo debatida desde que o ministro participou de decisões judiciais envolvendo o comando da entidade. O ministro sempre afirmou não haver conflito de interesses, destacando que a parceria entre o IDP e a CBF Academy é pública e regular. Até o momento, não há condenações judiciais nem decisão que reconheça qualquer irregularidade envolvendo Gilmar Mendes, Francisco Mendes ou o IDP na administração da CBF.

Com a campanha considerada decepcionante da Seleção Brasileira no Mundial e o Brasil terminando apenas na 11ª colocação geral, a pressão sobre a CBF aumentou. Além das críticas ao desempenho dentro de campo, especialistas e dirigentes passaram a discutir a estrutura administrativa e o modelo de governança da principal entidade do futebol brasileiro.

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