Um idoso passou vários dias internado em um corredor do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, enquanto aguardava a liberação de um leito adequado para tratamento. A situação foi denunciada pela filha do paciente, que relatou dificuldades e condições consideradas precárias durante o período de espera.
O paciente havia sido transferido do município de Rochedo após apresentar um quadro grave de infecção urinária, acompanhado de febre alta, pressão elevada, tremores e baixa oxigenação. Além disso, os médicos diagnosticaram trombose venosa profunda, condição que exige acompanhamento e cuidados hospitalares intensivos.
Ao chegar à unidade hospitalar na Capital, ele foi encaminhado ao setor de pronto atendimento e permaneceu na chamada “ala verde”, acomodado em uma maca improvisada no corredor enquanto aguardava a disponibilidade de um leito de enfermaria. Durante esse período, o local estava cheio de pacientes, o que gerou preocupação na família.
Segundo o relato da filha, o estado de saúde do idoso chegou a se agravar enquanto ele permanecia no corredor. Ele teria apresentado episódios de delírio e dificuldades para se movimentar, além de forte inchaço nas pernas, que mal cabiam na maca utilizada para o atendimento provisório.
Diante da situação, a familiar buscou ajuda em diferentes órgãos e setores para tentar garantir a transferência do pai para um leito apropriado, incluindo assistência social e canais de atendimento destinados a reclamações sobre serviços públicos.
Após as reclamações e a mobilização da família, surgiu uma vaga na enfermaria e o paciente foi transferido para um leito. A melhora foi percebida rapidamente após a mudança, já que a cama hospitalar permitiu elevar as pernas e reduzir o inchaço causado pela trombose.
O idoso continua internado e segue em tratamento contra a infecção urinária. A família decidiu tornar o caso público para alertar sobre a situação enfrentada por outros pacientes que também aguardam atendimento adequado nos corredores da unidade hospitalar