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Impasse financeiro mantém Frigorífico Balbino parado e aumenta apreensão de trabalhadores em Sidrolândia

Cerca de 350 empregos diretos e toda a cadeia produtiva da carne dependem da retomada das operações da empresa, que está em recuperação judicial

Greice Batista/Sidronews
Impasse financeiro mantém Frigorífico Balbino parado e aumenta apreensão de trabalhadores em Sidrolândia

Frigorífico Balbino em Sidrolândia enfrenta retenção de recursos por instituições financeiras // Foto: Rede social /

A situação do Frigorífico Balbino, em Sidrolândia, continua gerando preocupação entre trabalhadores, produtores rurais, fornecedores e autoridades municipais. Em recuperação judicial, a empresa enfrenta um impasse financeiro que impede a retomada plena das atividades, mantendo centenas de famílias na expectativa de uma solução que permita a reabertura da unidade.

O principal obstáculo é a retenção de recursos financeiros por instituições bancárias. Segundo informações apresentadas no processo de recuperação judicial, esses valores eram utilizados como capital de giro para a compra de gado, pagamento de fornecedores e custeio das operações diárias. Sem acesso a esses recursos, a empresa afirma não ter condições de reiniciar a produção, apesar de contar com estrutura instalada e mercado consumidor.

A paralisação afeta diretamente cerca de 350 trabalhadores, além de produtores rurais, transportadores, prestadores de serviço e comerciantes que dependem da movimentação econômica gerada pelo frigorífico. A interrupção das atividades também compromete a arrecadação do município e reduz as perspectivas de recuperação financeira da empresa.

Entre os funcionários, o sentimento predominante é de esperança. Colaboradores ouvidos pela imprensa afirmam que, embora exista insegurança quanto ao futuro, o maior desejo é ver a empresa voltar a operar para garantir a manutenção dos empregos.

A analista de Recursos Humanos Luciane Portz, que trabalha na empresa há sete anos, destacou que a preocupação vai além dos postos de trabalho.

"Por trás de cada matrícula existe uma família, filhos, contas e responsabilidades. O sentimento predominante hoje é de esperança de que a empresa consiga retomar suas atividades e preservar os empregos", afirmou.

O funcionário do setor financeiro Roger Allan também ressaltou que a retomada da produção é considerada fundamental para todos os envolvidos.

Segundo o prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso, embora o impacto social ainda seja limitado porque houve poucas demissões até o momento, uma paralisação prolongada pode trazer consequências mais severas para a economia local. A expectativa é de que o frigorífico consiga retomar os abates durante o mês de julho, caso os entraves financeiros sejam solucionados.

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme Bumlai, também defende a liberação dos recursos retidos. Para ele, manter a empresa funcionando é a melhor alternativa para que produtores rurais recebam os valores que têm a receber.

Segundo Bumlai, quanto mais tempo o frigorífico permanecer parado, menores serão as chances de geração de receita e, consequentemente, de pagamento dos credores, incluindo os pecuaristas.

Enquanto a Justiça analisa os desdobramentos da recuperação judicial, trabalhadores e produtores seguem aguardando uma solução que permita a retomada das operações, considerada essencial para preservar empregos, fortalecer a economia de Sidrolândia e manter ativa uma das principais indústrias do município.

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