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Indígenas retornam à Fazenda São Sebastião e anunciam permanência em área reivindicada em Sidrolândia

Nova ocupação ocorre um dia após saída negociada da propriedade; lideranças afirmam que permanecerão no local até que haja avanço na demarcação da Terra Indígena Buriti

Redação/ Sidronews
Indígenas retornam à Fazenda São Sebastião e anunciam permanência em área reivindicada em Sidrolândia

Área da fazenda que estava ocupada ontem

Indígenas da etnia Terena voltaram a ocupar, na manhã desta segunda-feira (15), a Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia. A reocupação acontece um dia após a saída do grupo da propriedade, que havia ocorrido após uma mediação conduzida pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e pelo Ministério dos Povos Indígenas.

Segundo as lideranças indígenas, cerca de 300 pessoas participam da retomada. Em vídeos divulgados nas redes sociais, representantes do movimento afirmam que a comunidade permanecerá na área por considerar que o local integra o território tradicional da Terra Indígena Buriti. Eles também cobram a retomada do processo de demarcação, que está paralisado desde 2013.

A Funai confirmou o retorno dos indígenas à fazenda e informou que acompanha a situação, mantendo diálogo com as partes envolvidas para evitar novos conflitos. A Polícia Militar também foi mobilizada para monitorar a área.

A disputa pela Fazenda São Sebastião faz parte de um impasse fundiário histórico na região. Os indígenas defendem que a propriedade está inserida na área tradicional da Terra Indígena Buriti, enquanto os proprietários rurais contestam a reivindicação e defendem o direito à posse da terra.

O conflito ganhou novos desdobramentos nos últimos dias, após ocupações, desocupações e negociações entre representantes indígenas, órgãos federais e forças de segurança. A expectativa é de que novas reuniões sejam realizadas para buscar uma solução pacífica para o impasse.

A demarcação da Terra Indígena Buriti permanece como um dos principais pontos de tensão na região, envolvendo comunidades indígenas, produtores rurais e o Governo Federal, em um processo que se arrasta há mais de uma década.

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