O Fórum da Comarca de Sidrolândia será palco, nesta quinta-feira (23), a partir das 9h, de um dos julgamentos mais aguardados dos últimos anos no município. O Tribunal do Júri irá decidir o destino dos quatro acusados pela morte do pintor Magno Fernandes Monteiro, em um caso que chocou a população pela crueldade e pelas circunstâncias em que o crime foi descoberto.
Sentam no banco dos réus Natally Machado da Silva, João Pedro Lopes, Otávio Miguel Santos de Souza e Jailson da Conceição do Nascimento, denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Durante a sessão, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, ouvirá as teses apresentadas pela acusação e pelas defesas, além de analisar todas as provas produzidas ao longo da investigação para decidir se os acusados são culpados ou inocentes.
Caso mobilizou Sidrolândia
O desaparecimento de Magno Fernandes Monteiro foi registrado em 2023 e mobilizou familiares, amigos e as forças de segurança durante meses. O mistério sobre seu paradeiro chegou ao fim em 22 de maio de 2024, quando o corpo foi encontrado enterrado no quintal da própria residência, localizada no bairro São Bento.
A descoberta ocorreu durante diligências conduzidas pela Polícia Civil, encerrando meses de buscas e trazendo uma resposta para a família da vítima.
Denúncia aponta morte violenta
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Magno foi assassinado com golpes de martelo e facadas. Após o homicídio, os acusados teriam enterrado o corpo em uma cova aberta no terreno da residência, numa tentativa de ocultar o crime.
As investigações apontam ainda que o assassinato teria sido motivado por uma disputa envolvendo o imóvel onde a vítima morava, hipótese que será debatida durante o julgamento.
Julgamento pode durar todo o dia
A expectativa é de que o Tribunal do Júri se estenda por várias horas, podendo avançar pela noite, em razão da quantidade de réus, testemunhas e do volume de provas que serão analisadas.
Ao final dos debates, os jurados responderão aos quesitos formulados pelo juiz e decidirão sobre a responsabilidade individual de cada acusado. Com base no veredicto, será proferida a sentença.
O julgamento é acompanhado com grande expectativa pela comunidade sidrolandense, já que o caso se tornou um dos mais emblemáticos da história recente do município, tanto pela violência do crime quanto pelo longo período em que a vítima permaneceu desaparecida antes da localização do corpo.