Luto virou combustível para rima após Maverick perder o pai em MS
Músico transformou a dor da perda em trabalhos autorais no rap

Projeto autoral que mistura rap melódico e hip-hop emocional em composições sobre superação (Divulgação)
Músico transformou a dor da perda em trabalhos autorais no rap

Projeto autoral que mistura rap melódico e hip-hop emocional em composições sobre superação (Divulgação)
A perda do pai adotivo, aos 14 anos, interrompeu a infância de Ryan Rodrigo Barbosa. O garoto que cresceu cercado por fitas cassete e discos de vinil precisou aprender cedo a conviver com o luto. Logo, em vez de silenciar, escolheu transformar a dor em música. Hoje, aos 30 anos, o campo-grandense assina segue uma trajetória no rap sob o nome artístico Maverick.
Nascido em Campo Grande, em 23 outubro de 1994, Ryan conta que foi adotado ainda bebê e passou a infância em Caarapó. O pai adotivo vendia fitas musicais, e foi entre LPs e K7s que surgiu o primeiro contato com a arte.
No entanto, a morte do pai fez com que ele voltasse para a Capital e enfrentasse um período de adaptação marcado pela saudade. Foi nesse momento que a música deixou de ser apenas uma paixão para se tornar um porto seguro. “Foi a forma que encontrei de seguir em frente”, conta.
Na adolescência, Ryan ganhou reconhecimento em Campo Grande ao interpretar sucessos de Michael Jackson e Linkin Park. As apresentações despertaram o artista, mas ainda faltava encontrar a própria voz. A mudança aconteceu quando decidiu parar de cantar histórias de outros para contar a sua. “Percebi que também precisava contar a minha história”.
Sendo assim, nasceu Maverick, projeto autoral que mistura rap melódico e hip-hop emocional em composições sobre superação, fé e recomeços.
A independência é uma das marcas do trabalho. Ryan não apenas canta: produz, compõe, escreve as letras, interpreta e dirige artisticamente cada lançamento. “Da ideia até o clipe, tudo passa por mim”, explica.
O artista já lançou os trabalhos Tinta Eterna, Contra o Mundo, Minha Direção e Tinta Eterna 3em1. Agora, prepara o single Noite de Concreto, que promete aprofundar a identidade construída ao longo dos últimos anos.
Sem gravadora, cada novo lançamento representa um desafio. “Tudo exige investimento e constância. Mas as dificuldades fazem parte da identidade do artista”, avalia.

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