Menino sofre agressões violentas e padrasto é preso por maus-tratos em Campo Grande
Criança apresentava diversas lesões pelo corpo e permanece sob cuidados médicos.

Nádega e coxa da criança (Foto: Direto das Ruas)

Criança apresentava diversas lesões pelo corpo e permanece sob cuidados médicos.

Nádega e coxa da criança (Foto: Direto das Ruas)
Um homem de 27 anos foi preso em flagrante na madrugada desta sexta-feira (3), em Campo Grande, suspeito de espancar o enteado, de apenas 5 anos, utilizando um galho de amoreira. A criança foi socorrida com diversos ferimentos pelo corpo após dar entrada no Centro Regional de Saúde (CRS) do Bairro Tiradentes.
Segundo as informações divulgadas, o menino foi levado à unidade de saúde pela bisavó, que percebeu as lesões ao buscá-lo na residência da mãe, localizada no Bairro Estrela Park. Durante o atendimento, a equipe médica constatou que os ferimentos eram compatíveis com agressão física e acionou imediatamente a Polícia Militar e o Conselho Tutelar.
Localizado pelos policiais, o suspeito confessou ter agredido a criança. Conforme seu relato, ele utilizou um galho de amoreira para bater no enteado depois que a companheira teria pedido que ele "corrigisse" o menino. Ainda de acordo com a versão apresentada, a justificativa seria que a criança havia ingerido comprimidos e estaria desobedecendo.
O homem afirmou ainda que a mãe do menino presenciou toda a sequência de agressões e teria incentivado os castigos. As agressões atingiram braços, pernas e nádegas da criança, provocando vergões, hematomas e inchaços.
O padrasto foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), onde foi autuado em flagrante por maus-tratos. A mãe da criança não foi conduzida naquele momento porque permaneceu na residência cuidando de um bebê recém-nascido. No entanto, a autoridade policial determinou sua inclusão como investigada no inquérito por suspeita de omissão diante das agressões sofridas pelo filho. Também foi solicitada medida protetiva de urgência para garantir a segurança da vítima.
O relatório médico aponta que o menino apresentava múltiplas lesões compatíveis com traumas provocados por objeto contundente. O exame de corpo de delito não foi realizado imediatamente porque a criança permaneceu em observação e sob cuidados médicos.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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