Morador do Assentamento Eldorado “paga” corrida de aplicativo com macaco hidráulico furtado
Viagem de Campo Grande a Sidrolândia termina em constrangimento, confusão e objeto de procedência duvidosa

SIDROLÂNDIA
Viagem de Campo Grande a Sidrolândia termina em constrangimento, confusão e objeto de procedência duvidosa

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Um motorista de aplicativo passou por uma situação no mínimo inusitada após aceitar uma corrida de Campo Grande até a região de Sidrolândia. O que parecia apenas mais uma viagem longa acabou virando caso de polícia — e com direito a “pagamento alternativo”.
A corrida, solicitada por um morador do Assentamento Eldorado, incluía paradas e levou o motorista até a região da MS-258, conhecida como Capão Seco. Ao chegar ao destino, veio a surpresa: o passageiro informou que não tinha dinheiro para pagar os R$ 350 da corrida.
Para não “ficar devendo”, o contratante resolveu inovar. Ofereceu como garantia um macaco hidráulico veicular, jurando que o objeto era seu e prometendo que, mais tarde, buscaria o dinheiro em Campo Grande para fazer a troca. O motorista, acreditando na conversa e sem muitas opções no meio do trajeto, aceitou o item e voltou à cidade.
Horas depois, a história desandou de vez. O motorista recebeu contato do verdadeiro proprietário do macaco hidráulico, que afirmou não ter autorizado a retirada do equipamento de sua borracharia. Ou seja: além de não pagar a corrida, o passageiro ainda repassou um objeto que não lhe pertencia.
Agora, o motorista aguarda que o autor apareça, quite o valor da corrida e resolva a situação do equipamento, enquanto o caso foi formalizado para evitar que a “corrida do macaco” termine sobrando para quem só estava trabalhando.
O episódio escancara a criatividade — e o descaramento — de alguns que, além de chamar carro por aplicativo para viagens longas, ainda tentam pagar a conta com objeto alheio.

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