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MS tem 2ª melhor qualidade de rodovias do país, aponta ranking.

Estado atinge nota 3,7 em índice da ILOS, com base na Pesquisa CNT, atrás apenas de São Paulo, com 4,3

MS tem 2ª melhor qualidade de rodovias do país, aponta ranking.

Mato Grosso do Sul aparece em segundo lugar no ranking nacional de qualidade das rodovias, com nota 3,7, conforme índice da consultoria ILOS – Especialistas em Logística e Supply Chain, elaborado a partir dos resultados da Pesquisa CNT de Rodovias, da CNT  (Confederação Nacional de Transportes). O estado ficou empatado com o Rio de Janeiro, que também obteve nota 3,7, mas ocupou a terceira posição. São Paulo lidera o ranking, com índice de 4,3.

A análise abrangeu 4.739 quilômetros de rodovias em Mato Grosso do Sul, equivalentes a 4,1% da malha nacional avaliada. Desse total, 529 km foram considerados “ótimos”, 2.232 km “bons”, 1.924 km “regulares”, 44 km “ruins” e apenas 10 km “péssimos”. A maior parte da extensão, 3.257 km, é administrada pelo poder público, enquanto 1.482 km estão sob concessãoSegundo o ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain), a qualidade das rodovias impacta diretamente a eficiência logística. “Vias em más condições elevam custos com manutenção de frota, consumo de combustível, pneus e seguros, além de aumentar riscos de atrasos e avarias, pressionando o frete e a eficiência das cadeias logísticas”, informou a consultoria.

A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 avalia estado geral, pavimento, sinalização, geometria do traçado e pontos críticos. Em percentual, a pesquisa mostra que 11,2% da extensão foi considerada ótima, 47,1% boa e 40,6% regular no quesito estado geral. Apenas 1,1% ficou entre ruim e péssimoNo pavimento, 37,8% dos trechos receberam avaliação ótima e 19,9% boa, enquanto 13% foram classificados como ruins e 1,1% como péssimos. A sinalização teve desempenho positivo, com 87,8% da extensão entre ótima e boa. Já na geometria da via, predominam pistas simples (95,5%), com falta de acostamento em 38,9% dos trechos e 36,1% das curvas perigosas sem sinalização.

Outro destaque para o Estado, segundo a pesquisa, é a baixa densidade de pontos críticos. Mato Grosso do Sul registrou 0,04 ponto crítico a cada 100 km, o menor índice do país — o equivalente a um ponto crítico a cada 2.500 km. Paraná, São Paulo e Distrito Federal aparecem na sequência, com 0,2 ponto crítico a cada 100 km.

A rodovia de Mato Grosso do Sul mais bem colocada no ranking nacional é a BR-359, no trecho entre Costa Rica e Coxim, que ficou na 19ª posição, com 206 km avaliados. Em seguida aparece a BR-487, na 47ª colocação, com 52 km entre Itaquiraí e Naviraí. Nenhuma das duas é concedida à iniciativa privada.

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