Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou equipes da Polícia Militar depois de uma denúncia indicando que um casal discutia dentro de um veículo branco em uma rua da cidade. A informação repassada apontava ainda que a mulher teria saído do automóvel e, em seguida, sido puxada de volta para o interior do carro.
Com a localização do veículo, os policiais realizaram a abordagem e separaram o casal para apurar a situação com mais clareza. Naquele primeiro momento, a mulher negou ter sido vítima de violência, disse que não havia crime a relatar, afirmou que não apresentava lesões e recusou atendimento policial. Ela confirmou apenas que houve uma discussão verbal com o marido.
O homem apresentou a mesma versão. Ele relatou aos policiais que levava a companheira até a casa da mãe dela para que ambos pudessem se acalmar e conversar em outro momento. Durante o atendimento, outra equipe da Polícia Militar também esteve no local e, seguindo os protocolos de proteção à mulher, voltou a oferecer acolhimento e ajuda.
Mesmo com a presença de duas equipes, a mulher manteve a negativa, afirmou que se sentia segura para seguir com o companheiro até a residência da mãe e recusou qualquer tipo de auxílio. Diante disso, os policiais fizeram orientações e liberaram o casal. Ainda assim, por cautela, uma das equipes decidiu acompanhar o deslocamento até o endereço informado, sem constatar naquele instante qualquer situação aparente de risco.
Horas depois, já acompanhada da mãe, a mulher procurou a unidade da Polícia Militar e apresentou uma nova versão dos fatos. Ela relatou que havia sido agredida pelo marido antes da abordagem policial e mostrou uma escoriação nas costas, além de reclamar de dores no pé direito.
A vítima também afirmou ter sido ameaçada de morte. Segundo o relato prestado posteriormente, o agressor teria dito que iria matar ela e o filho do casal. Ainda de acordo com a mulher, a discussão teria começado porque o homem não aceitava que ela mantivesse contato com a própria mãe.
Ao ser questionada sobre o motivo de não ter contado a verdade no momento da abordagem, a mulher disse que estava com medo. Ela explicou que temia represálias, por acreditar que o marido não permaneceria preso caso fosse levado para a delegacia naquele momento.
Após o novo depoimento, foi elaborado o registro da ocorrência e o caso foi encaminhado à Polícia Civil. A mulher informou que deseja formalizar a denúncia e solicitar Medidas Protetivas de Urgência.
Depois disso, equipes policiais realizaram diligências e rondas em locais indicados pela vítima na tentativa de encontrar o suspeito, mas ele não havia sido localizado até o encerramento da ocorrência.