Renato Gaúcho é avaliado pelo Botafogo, mas episódio de 1992 trava possível negociação
Diretoria alvinegra vê treinador como uma opção para o cargo, mas exige retratação pública sobre episódio ocorrido na final do Brasileirão de 1992.


Diretoria alvinegra vê treinador como uma opção para o cargo, mas exige retratação pública sobre episódio ocorrido na final do Brasileirão de 1992.

O Botafogo avalia o nome de Renato Gaúcho para assumir o comando da equipe, mas uma situação ocorrida há mais de três décadas pode impedir o avanço da negociação. A diretoria alvinegra considera necessária uma retratação pública do treinador sobre um episódio envolvendo a final do Campeonato Brasileiro de 1992.
Apesar da derrota por 3 a 0 para o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro, Rodrigo Bellão permanece no cargo neste momento. A diretoria, porém, já analisa alternativas para o comando da equipe, e Renato aparece entre os nomes avaliados pelo presidente João Paulo Magalhães.
Segundo a publicação, o dirigente considera Renato um treinador de primeira prateleira do futebol brasileiro e entende que suas características podem se encaixar no projeto do Botafogo. No entanto, ele não é o único profissional analisado pelo clube.
A principal barreira para uma eventual contratação está relacionada à final do Campeonato Brasileiro de 1992. Na época, Renato Gaúcho defendia o Botafogo e participou de um churrasco na casa do atacante Gaúcho, do Flamengo, após o primeiro jogo da decisão.
Antes da partida, os dois jogadores haviam apostado que quem perdesse pagaria um churrasco. Depois da derrota do Botafogo por 3 a 0, Renato cumpriu a aposta e participou da confraternização. A atitude causou insatisfação dentro do clube e o jogador acabou afastado da segunda partida da final.
Sem Renato, o Botafogo empatou por 2 a 2 com o Flamengo no segundo jogo e não conseguiu reverter a vantagem conquistada pelo rival. O título brasileiro ficou com o Rubro-Negro.
Anos depois, o episódio continuou sendo lembrado. Em 2025, Renato voltou a falar sobre o assunto em entrevista à TV Globo e afirmou que faria novamente o mesmo, defendendo que apenas havia cumprido uma aposta feita antes da decisão.
Um fator que pode ajudar em uma eventual negociação é a presença de Marcelo Sales na comissão técnica permanente do Botafogo. O profissional já trabalhou como auxiliar de Renato Gaúcho no Grêmio, no Fluminense e no Vasco.
Apesar disso, o histórico entre Renato e o clube ainda é considerado um obstáculo. A exigência de uma retratação pública precisaria ser resolvida antes de qualquer avanço concreto.
A avaliação do treinador não significa que ele esteja próximo de ser anunciado. O Botafogo ainda estuda outras alternativas para o cargo e não tomou uma decisão definitiva sobre o futuro da comissão técnica.
Caso Renato Gaúcho avance como principal candidato, a questão envolvendo o episódio de 1992 deverá ser discutida entre as partes. Para a diretoria, a retratação pública é uma condição para que o treinador possa retornar ao clube, desta vez como técnico.

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