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Sidrolândia deixa de faturar R$ 400 milhões por falta de estrutura

Capacidade de armazenamento não acompanha volume produzido na safra 2024/2025

Redação
Sidrolândia deixa de faturar R$ 400 milhões por falta de estrutura

Aprosoja/MS

Sidrolândia acumula prejuízo superior a R$ 400 milhões na comercialização de grãos por causa da falta de estrutura adequada de armazenamento. O problema atinge principalmente as culturas de soja e milho na safra 2024/2025.

Números do estudo realizado pela Aprosoja/MS mostram que a insuficiência de silos força a venda antecipada da produção, justamente no período de colheita, quando os preços estão pressionados. A maior parte das perdas vem da soja, seguida pelo milho.

O município produz cerca de 1,28 milhão de toneladas de grãos, mas a capacidade instalada de armazenagem gira em torno de 1,14 milhão de toneladas. O déficit ultrapassa 100 mil toneladas, o que obriga produtores a comercializar imediatamente parte da safra.

O presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, afirma que o problema afeta diretamente a gestão financeira das propriedades rurais. Segundo ele, a comercialização forçada reduz o preço médio recebido pelo produtor e compromete o fluxo de caixa da atividade.

Sem a possibilidade de escolher o momento mais adequado para vender, o produtor perde flexibilidade para escalonar as vendas, negociar melhores valores e projetar receitas ao longo do ciclo produtivo. A limitação enfraquece o planejamento financeiro e reduz a competitividade.

Para a entidade, a armazenagem deve ser tratada como instrumento de gestão econômica, fundamental para garantir sustentabilidade e maior segurança financeira às propriedades rurais.

O impacto não fica restrito ao campo. O volume de recursos que deixa de ser faturado reduz a circulação de dinheiro no município, afetando comércio, geração de empregos e arrecadação. O cenário também reflete uma deficiência estrutural que atinge outras regiões de Mato Grosso do Sul, onde a produção supera a capacidade de estocagem.

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