Tribunal do Júri condena autor confesso pela morte de Magno; demais acusados deixam a prisão
Julgamento durou mais de 10 horas no Fórum de Sidrolândia e definiu a responsabilidade de cada um dos quatro réus no caso.

SIDROLANDIA

Julgamento durou mais de 10 horas no Fórum de Sidrolândia e definiu a responsabilidade de cada um dos quatro réus no caso.

SIDROLANDIA
Após mais de dez horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Sidrolândia definiu, na noite desta quinta-feira (23), o destino dos quatro acusados pela morte do pintor Magno Fernandes Monteiro. O autor confesso do crime, João Pedro Lopes, foi condenado a 15 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Os outros três acusados foram absolvidos da acusação de homicídio. Um deles, Otávio Miguel Santos de Souza, foi condenado apenas pelo crime de ocultação de cadáver, com pena fixada em 1 ano e 10 dias de prisão. Como o período em que permaneceu preso preventivamente é superior à pena aplicada, ele será colocado em liberdade.
Da mesma forma, Natally Machado da Silva e Adriana de Oliveira Lopes responderam somente pelo crime de ocultação de cadáver. Como ambas também já permaneceram presas preventivamente por período superior às penas impostas, deixarão o sistema prisional após os procedimentos judiciais.
Durante o interrogatório, João Pedro Lopes confirmou que matou Magno com golpes de faca. Entretanto, negou ter utilizado um martelo durante a agressão. A versão foi contestada pelo Ministério Público, que sustentou existir prova pericial indicando que a vítima sofreu lesões provocadas por dois instrumentos diferentes.
Em seu depoimento, Otávio afirmou que possuía uma dívida com João Pedro e que vinha sendo ameaçado por ele. Segundo relatou, acreditava que iria receber um pagamento quando foi chamado ao local do crime, mas acabou participando da ocultação do corpo. Ele também apresentou uma versão diferente da narrada por Natally sobre quem teria fornecido as ferramentas utilizadas para cavar a cova onde a vítima foi enterrada.
O crime aconteceu em fevereiro de 2024. Magno Fernandes Monteiro desapareceu após sair de casa e, dias depois, foi encontrado enterrado em uma cova rasa nos fundos de uma residência em Sidrolândia. As investigações apontaram que, após o homicídio, os envolvidos ocultaram o cadáver para dificultar a descoberta do crime.
A apuração ganhou um novo rumo quando Natally Machado da Silva revelou informações que permitiram localizar o corpo da vítima, contribuindo para o esclarecimento do caso e para o desfecho do processo que terminou com o julgamento realizado nesta quinta-feira.

Força Tática apreendeu aparelho de som e ocorrência também apontou possível irregularidade no fornecimento de energia elétrica do imóvel

Douglas Amorim Lopes foi encontrado sem vida na manhã deste sábado (19); polícia investiga as circunstâncias do crime

Unidade receberá acervo com 500 livros, mobiliário e materiais pedagógicos por meio de iniciativa do Instituto Brasil Solidário, com apoio da Inpasa