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Veterinária tem atuação suspensa após comercializar xampu de cavalo para uso humano

Profissional foi presa e deverá cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça

Redação
Veterinária tem atuação suspensa após comercializar xampu de cavalo para uso humano

Divulgaçao

A Justiça fixou fiança de R$ 4,8 mil para uma médica-veterinária presa em Campo Grande, em investigação sobre a venda de xampu de cavalo supostamente oferecido para uso humano. A decisão também determinou a suspensão da atividade profissional da investigada, além de outras medidas cautelares.

A profissional passou por audiência de custódia nesta terça-feira (5), no Fórum Heitor Medeiros. A fiança corresponde a três salários mínimos. Após o pagamento, ela poderá responder ao caso em liberdade provisória.

Além da suspensão da atividade como médica-veterinária, a decisão impõe apresentação mensal em juízo e proíbe que a investigada deixe a comarca por mais de sete dias. Por ser mãe de uma criança, também foi determinada prisão domiciliar.

A prisão ocorreu na manhã de segunda-feira (4), em um pet shop localizado no Núcleo Habitacional Universitárias, em Campo Grande. Durante a ação, foram apreendidos produtos que, segundo a investigação, estariam sendo preparados e revendidos pela internet.

No local, equipes encontraram funcionários realizando procedimentos com os produtos. Um deles teria adicionado suplementação animal injetável, de uso veterinário, a frascos de xampu. Depois da manipulação, os produtos seriam lacrados e vendidos em redes sociais e plataformas de comércio on-line.

Também foram encontradas etiquetas de envio com diversos destinatários, além de nota fiscal referente à compra de grande quantidade de xampus e unidades de medicamento veterinário.

A defesa nega que a médica-veterinária tenha manipulado os produtos. Alega ainda que ela apenas divulgava os itens nas redes sociais, por atuar como influenciadora digital. A defesa também contesta a versão de que havia manipulação irregular no estabelecimento e afirma que os produtos estavam armazenados para pronta-entrega.

O caso é tratado como crime contra as relações de consumo. A investigação segue para apurar a origem dos produtos, a forma de preparo, a divulgação feita nas redes sociais e possíveis riscos aos consumidores.

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