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Sul-mato-grossense já pagou, em média, R$ 5,6 mil em impostos em 2026

Arrecadação estadual ultrapassa R$ 16 bilhões e FCDL-MS cobra retorno em serviços públicos de qualidade

Diário Digital
Sul-mato-grossense já pagou, em média, R$ 5,6 mil em impostos em 2026

O montante evidencia o peso da carga tributária sobre o orçamento das famílias sul-mato-grossenses. (Foto: Arquivo Diário Digital)

Dados do Impostômetro apontam que Mato Grosso do Sul arrecadou mais de R$ 16 bilhões entre 1º de janeiro e 12 de maio deste ano. O volume faz com que cada morador do Estado tenha contribuído, em média, com cerca de R$ 5,6 mil em tributos ao longo dos primeiros quatro meses e meio de 2026.

O cálculo é baseado nos números do Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo que acompanha, em tempo real, a arrecadação tributária em todo o país.

Segundo os dados divulgados, Mato Grosso do Sul já arrecadou R$ 16.293.150.000,00 no período. O montante evidencia o peso da carga tributária sobre o orçamento das famílias sul-mato-grossenses. Em Campo Grande, a arrecadação registrada no mesmo intervalo ultrapassou R$ 694 milhões. Para a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul, os números reforçam a necessidade de maior fiscalização e conscientização da sociedade sobre a aplicação dos recursos públicos. A presidente da entidade, Inês Santiago, destacou o impacto da arrecadação e a responsabilidade do poder público diante dos valores recolhidos.

“De 1º de janeiro até esse momento, Mato Grosso do Sul arrecadou mais de 16 bilhões, 293 milhões. Número que continua crescendo e que amanhã provavelmente vai ser diferente desse. Isso significa dizer que num estado cuja população é de 2.901.000, cada sul-mato-grossense recolheu, em média, para o estado 5.600 reais de tributo de janeiro até agora. Esse é um número muito significativo e muito importante”, afirmou.

A dirigente também defendeu que os recursos arrecadados retornem à população em forma de serviços públicos eficientes e compatíveis com a carga tributária suportada pelos cidadãos. “Esses 5.600 reais por habitante em Mato Grosso do Sul precisam ser devolvidos para a nossa população em educação, em saúde, em transporte, em infraestrutura, em transporte coletivo que possa efetivamente levar e trazer o nosso trabalhador em condições salubres, em um ambiente climatizado, com uma frota de ônibus realmente que faça jus a uma das tarifas mais caras do Brasil, que no caso é Campo Grande”, declarou.

Importância dos impostos - Os impostos são contribuições obrigatórias cobradas pelo Estado de pessoas físicas e jurídicas e representam a principal fonte de financiamento da máquina pública. Os recursos arrecadados são destinados a áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e assistência social. No Brasil, a carga tributária é considerada elevada em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o que amplia o debate sobre eficiência na aplicação dos recursos públicos e transparência na gestão. Ferramentas como o Impostômetro permitem que a população acompanhe, em tempo real, o volume arrecadado em tributos, ampliando a fiscalização social sobre o destino do dinheiro público.

Para Inês Santiago, embora a arrecadação seja necessária para o funcionamento do Estado, é indispensável discutir justiça tributária e qualidade da contraprestação oferecida à sociedade. “Nós sabemos que para um Estado funcionar é preciso haver arrecadação. O que nós discutimos, primeiro, uma arrecadação justa. Segundo, já que ela não é justa, e isso todos nós sabemos, a contraprestação dessa arrecadação tem que estar à altura do que isso custa para a vida de cada sul-mato-grossense e de cada brasileiro”, concluiu.

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